sexta-feira, novembro 26, 2010

Ser bailarina (Entre Pontas e Piruetas)

O Eduardo Pereira, de São Paulo, me enviou um lindo poema, escrito por ele, que gostaria que fosse publicado aqui.


Entre pontas e piruetas
Ser bailarina é tocar o céu com as pontas dos pés,
Caminhar com as palmas das mãos nas nuvens.
É ter o pé calejado da sapatilha,
Os dedos machucados da ponta.
Ser bailarina é ter o corpo de mola,
É planar no palco a cada salto,
Encantar a platéia com as piruetas,
É desafiar os jurados.
Ter vocabulário e moda própria,
Contar todas as músicas a partir do 5,
É comer o que não pode e ter medo engordar.
Ser bailarina é ter maquiagem brilhante,
É trocar de roupa sem vergonha no camarim,
É ter penteados extravagantes e figurinos deslumbrantes.
Ser bailarina é desejar um segundo a mais na coreografia,
É enfrentar o medo de um solo clássico,
É chorar de alegria, de alívio, de decepção.
Ser bailarina é levar a família inteira ao teatro,
Ouvir a música com a alma,
Dançar como se estivesse sozinha no quarto.
Ser bailarina é ser muito mais que um ser humano comum,
É ter um toque a mais de divindade em cada passo.
Buscar a perfeição a cada posição,
É viver a vida amando a arte única de dançar como se fosse a primeira vez.

Autor: Eduardo Fabiano Pereira


Eduardo, muito obrigada pela participação e parabéns pelo seu texto.


segunda-feira, novembro 15, 2010

Branca de Neve, por Tamara Rojo


Sobre o ballet de repertório Branca de Neve: particularmente, eu não gosto muito da história, acho um pouco chata. A música é agradável, mas decepciona no grand finale, principalmente na variação final da Branca de Neve; aliás, essa variação é muito sem graça. Mas o que adoro nesse ballet é o corpo de baile: muito lindo e bem ensaiado! Amei!

Capa do DVD em inglês
Os cenários estão bem elaborados, principalmente o da casa dos anões. Falando dos anões, confesso que fiquei um pouco decepcionada por eles não serem tão baixinhos, mas fazer o que? =P

Sobre a Tamara: a entrada dela é deslumbrante: uma sessão de giros, com muitas piruetas e piqués. Tem uma ótima técnica para giros. Fouettés lindos saíram na coda final! Não gostei do pas-de-deux final, por causa da coreografia mesmo.

No geral, é um bom espetáculo, mas que perde alguns pontos na coreografia do final do último ato, infelizmente. Não morri de amores, mas gostei muito do 1º ato.